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Descubra um pouco sobre a cultura latina na Flórida, especialmente em Miami




A Flórida possui a terceira maior população latina dos Estados Unidos. Aproximadamente 23% dos seus habitantes têm descendência latina. Destes habitantes, a Flórida herdou a história, a cultura, a culinária, especialmente a cubana, a porto-riquenha e a caribenha.


Além da língua espanhola, especialmente difundida em Miami, os hispânicos fizeram contribuições significantes nos negócios, na ciência, na política e educação, e têm sido muito importantes para o desenvolvimento econômico do estado. Aproximadamente 40% dos residentes de Miami têm o espanhol como idioma predominante, sendo que, de acordo com o censo americano de 2010, 35% da população tem origem cubana. Não é à toa que Miami é conhecida como “Capital da América Latina”.


Na verdade, a influência hispânica data de mais de 500 anos, assim que os espanhóis chegaram e começaram a estabelecer os primeiros assentamentos. Séculos depois da chegada de Ponce de Leon e outros exploradores espanhóis, o estado da Flórida definitivamente faz jus a esta herança.


Na Flórida Central você também encontra forte influência latina. Desde restaurantes, museus, até parques temáticos. O pavilhão mexicano no Epcot Center, por exemplo, nos delicia com a típica culinária do país, as bebidas, o rico artesanato e a música dos Mariachis. Ainda em Orlando, em meados de março, acontece o Puerto Rican Festival, um evento familiar com muita salsa, merengue e hip hop.


Porém, é em Miami, a segunda maior cidade da Flórida, que encontramos a maior influência da cultura latina, especialmente a cubana desde o final dos anos 60. Quando Fidel Castro assumiu o poder em 1959, cubanos em massa deixaram seu país natal buscando abrigo em Miami. Nos anos 70 o mesmo aconteceu com haitianos e nicaraguenses. Algumas pessoas brincam que viver em Miami é quase como viver nos Estados Unidos.


A zona oeste da cidade é conhecida como A Pequena Havana (La Pequeña Habana/ Little Havana) ou “Calle Ocho” (Rua Oito). Este bairro é um ótimo lugar para se visitar e experimentar a cultura cubana-americana: as ruas coloridas são repletas de comércios e restaurantes com alguns dos mais incríveis e autênticos sabores da cozinha cubana, além de museus e teatros. E os melhores festivais também acontecem por aqui, dentre eles o Calle Ocho Festival, que, em 10 dias de festividades, apresenta concursos de beleza, eventos esportivos, culinária, concertos ao vivo de salsa, merengue, música caribenha e culmina numa festa que percorre 23 quarteirões.


Por ser tão influenciada pela cultura latina, Miami tem um povo caloroso e apaixonado. Lá as pessoas se cumprimentam e se despendem com um beijo e não ficam constrangidas em demonstrar carinho. Mas evite falar de política, especialmente se você for simpatizante do comunismo: talvez você não se sinta bem-vindo já que muitos habitantes da cidade vieram refugiados deste tipo de regime. Do mesmo modo, não fique chateado se alguém se dirigir a você primeiramente em espanhol: muitas pessoas, apesar de morarem na cidade há mais de 30 anos não falam inglês. Na verdade, o idioma não oficial de Miami é o “Spanglish”: um híbrido de inglês e espanhol que alguns residentes usam, trocando, numa mesma sentença, os dois idiomas. Além disso, muitos colocam o sotaque espanhol em palavras inglesas como por exemplo a palavra “market” (mercado em português) em “marqueta” (ao invés de mercado em espanhol), ou U.S. mail (correio dos Estados Unidos) em “usmail” (tudo junto). E não se acanhe ao pedir um “café con leche” ou sua versão menor, um “cortadito”.


Miami é o exemplo perfeito do que se espera de uma nação fundada por imigrantes: é uma cidade com pessoas novas chegando a todo momento, refrescante, mente aberta e com grande diversidade, que recompensa quem quer trabalhar e contribuir para seu desenvolvimento.


Por estes motivos os brasileiros costumam se sentir em casa na Flórida. E, por falar nos brasileiros na Flórida, este é um assunto que falaremos logo mais!


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